sábado, 27 de dezembro de 2014

Ericeira Trail Run

Tal como vos referi no post anterior tenho andado mais parada devido a lesão de Casainhos mas aos poucos já estou a recuperar. Tenho aproveitado para treinar no meu novo brinquedo. Esta bichinha:



Dá um jeitaço enorme para dias em que não dá para ir correr porque se sai tarde do trabalho e é um excelente complemento a corrida. O spinning ajuda e melhorar a capacidade aeróbica, resistência muscular e não tem impacto, o que é importante para a minha recuperação do tornozelo.

Mas já andava a sentir falta de um trail a maneira. O Bruno desafiou-nos para ir ao Ericeira Trail Run na prova mais curta com cerca de 22 Km e conseguimos arranjar inscrições a ultima da hora. E lá fomos. Quando acordei estava nevoeiro cerrado e fui ver qual a temperatura que estava na Ericeira 5ºC e em Lisboa 3ºC. Estranho normalmente a Ericeira é sempre mais fria... Realmente depois de passar a zona de Montachique o nevoeiro desapareceu e até estava um dia aparentemente agradável para correr não fosse estar um pouco de vento. Foi bastante difícil sair do carro de pernoca ao léu para ir levantar os dorsais. Bati o dente. Começamos a ver mais uns quantos Vicentes a caminho do levantamento de dorsais e todos nos encontramos depois do controlo 0 para a foto da praxe.



A hora marcada é dada a partida e la seguimos  junto a praia. Uma das coisas que eu tenho algum pavor são arribas e uma das razões por não me ter inscrito logo nesta prova tinha a ver com isso mesmo. Pensar que por ser junto ao mar e na zona da Ericeira que iriam haver arribas de certeza. No entanto tranquilizaram-me e disseram-me que isso não ia acontecer. E o que é facto é que não aconteceu... Que alivio... Esta prova era bastante rolante e com muito alcatrão.

Resolvi ir devagarinho para não abusar mas mesmo assim o tornozelo deu sinais de fragilidade e doía-me em algumas posições o que fez com que tivesse de caminhar bastantes vezes, especialmente quando encontrava terreno mais instável. Eu que quando vejo uma descida me atiro como se não houvesse amanhã desta vez tive de me conter porque senti muita insegurança no tornozelo. Acabei por perder demasiado tempo assim com medo de me magoar e andar para trás na recuperação.

No que diz respeito ao percurso não me cativou particularmente porque pese embora adore praia e mar prefiro trilhos campestres. Além disso preferia que tivessem dado privilegio aos trilhos ao invés do alcatrão. No entanto tendo em conta a zona onde iria decorrer percebo que as opções fossem um pouco limitadas.

No que diz respeito a abastecimentos pareceu-me perfeitamente suficiente um abastecimento solido para a prova curta e a semelhança do que a Horizontes já nos tem vindo a habituar não desiludiu. No meu entender tinha tudo o que era preciso para dar forças para terminar a prova. Aqui podem ver a minha cara de felicidade ao chegar ao abastecimento:

Obrigado pela foto De Sedentário a Maratonista 

Cheguei ao fim com 3:30h depois de ter sérias dificuldades a descer a escadaria da Ribeira d'Ilhas.

Aqui está um video espectacular do JP Amador que atesta a minha chegada:



No final novo reencontro com os restantes elementos do Correr Lisboa para troca de impressões e uma ida ao abastecimento da meta para recargar energias.

No dia seguinte acordei não com dores musculares mas sim com uma valente constipação mas que tão rápido como chegou se foi embora.

Boas Festas e até uma qualquer S. Silvestre por ai.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Estou de volta... mas com calminha :)

Ao fim de quase um mês de silêncio regresso a acção. A verdade é que esta minha ausência tem a ver com o facto de não ter grandes coisas para vos contar. A lesão que tive nos Trilhos de Casainhos ainda está bem presente. Estive 3 semanas sem correr e nesse período fui aproveitando para fazer reforço muscular, essencialmente exercícios para abdominais e pernas. Já voltei a correr mas sinto-me uma mariquinhas. O tornozelo ainda está ainda um pouco instável porque a lesão não foi só na tibio-tarsica mas também no tendão peronial externo. Só o tempo e exercícios de propriocepção é que vão trazer algumas melhorias. A propriocepção é a percepção de posicionamento que o corpo tem no espaço, também conhecido como cinestesia. É isto que vou ter de fazer na fisioterapia.

Participei na Meia Maratona dos Descobrimentos. Estive vai não vai para não por la os pés mas acabei por ir. O tornozelo não me doeu mas como ando bastante mariquinhas porque ainda sinto alguma instabilidade estava com algum receio. Desta vez custou-me um bocadinho também muito derivado a falta de treino. Mesmo com a quase completa ausência de treinos e um pé ainda feito num oito consegui baixar 2 minutos ao meu melhor tempo na 1/2 maratona e terminar com o tempo de 2:17:14. Nada do qual me possa vangloriar grandemente mas é o que se arranja.

Por hoje é tudo. Apenas vos queria deixar nota que não desapareci apenas me ausentei temporariamente. 

Conto nos próximos dias fazer-vos um update mais recheado de novidades.


Até lá Boas Corridas :)

E já sabem:


quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Os "não" Trilhos de Casainhos ou o trail mais curto de todos os tempos

Aqui estou eu para relatar a minha grande aventura nos VI Trilhos de Casainhos. Não sei bem se grande será a palavra correcta mas já lá vamos...

Esta prova é organizada pelo Sporting Clube de Casainhos uma localidade do Concelho de Loures. A prova tinha partida marcada para as 10:45 pelo que havia tempo mais que suficiente. Dava para acordar a tempo e horas e ir tranquilamente. Chegados ao Clube estacionamos o carro e seguimos para levantar os dorsais. Já lá estava a Verónica e o António que gentilmente nos levantaram os dorsais. Pouco antes da partida cai uma chuva torrencial. Todos se abrigaram onde era possível. Estava perfeitamente descontraída quanto a esta prova. Eram só 16 Km e a chuva e lama não me assustam. Antes pelo contrário.

As 10:45 é dada a partida e seguimos por uma piscina gigante até iniciarmos uma pequena volta pelas ruas de Casainhos entramos depois em trilhos muito estreitos e totalmente enlameados. A patinagem começou. Para além da lama havia muita pedra o que fazia com que se avança-se com precaução. A prova estava a correr-me bem. Passo num cruzamento onde avisto algum pessoal que por um motivo outro não pode participar na prova: Caldeirinha, Verónica, Marco Borges... Faço adeus e a pose para a foto. 
Foto M_F_Borges-Runners-Photos
Cerca de 1 Km a frente acontece o pior. Escorrego numa pedra enlameada e caio num desnível, tendo aterrado com o lado de fora do pe no meio de silvas. Imediatamente ouvi o tão conhecido som a qual os meus ouvidos já se têm vindo a habituar desde os tempos da ginástica... Creckkkk... Ups já foste... Pensei eu... O pior é que não me conseguia levantar... Começou a criar-se uma enorme fila atrás de mim e eu ali esborrachada no chão sem me conseguir por de pé. Muita gente passou por mim perfeitamente indiferente a situação. Até que chegam os meus anjos da guarda. Não consegui fixar o nome deles tal era o meu estado de transe. Primeiro problema com que se depararam: o dorsal não tinha o número da organização. Então estes bons camaradas resolveram levar-me até a estrada onde pensavam eles que talvez estivesse alguém da organização. Carregaram-me em ombros ao estilo cadeira. Coitados imagino o esforço. A lama e pedra escorregadia continuavam e eu não sou propriamente um peso pluma pelo que já se estavam a ver em dificuldades. Tiveram de parar várias vezes para deixar passar as restantes pessoas que seguiam atrás. Muito pessoal conhecido passava por mim e deixava-me uma palavra de consolo. Obrigado a todos pela força. 

Os meus anjos da guarda lá me conseguiram carregar ate que apareceu uma moto 4 da organização que me ajudou a chegar mais rapidamente a ambulância dos Bombeiros. Fui logo deitada na maca e enfiaram-me na ambulância. Os Bombeiros Voluntários de Fanhões fizerem tudo como manda o protocolo. Tiraram a temperatura, mediram a tensão arterial, as pulsações e os o nível de glicemia. Tudo  OK. Olharam para as minhas feridas nos braços e pernas e rimo-nos. 

 - "Bem vamos lá então despachar a coisa, por ai uma ligadura bem apertada e gelo e levem-me de volta a partida se faz favor que eu ainda quero ir ao almoço da prova. Desisti mas tenho direito a feijoada."
- "Pois, não me parece que vás."

Tiraram-me o sapato e a meia e o meu pé parecia uma bola de futebol. 

- "Achamos que tens o pé partido e por via das duvidas tens de ir ao hospital para fazer um RX."
- "Mas esperem amigos, eu consigo mexer os dedinhos dos pés."
- "Pois isso não interessa, vais para o Hospital e mais nada... "

E lá fui... Sem documentos de identificação, sem telemóvel, apenas eu e a minha roupa encharcada. Pedi a um dos Bombeiros que alertasse a organização para que assim que o Xico chegasse lhe explicassem o sucedido e lhe dissessem que eu estava no Hospital. Ele disse que sim mas tinha de me fazer a tala no pé antes de me levarem. Depois de porem aquela traquitana no pé a ambulância entra em andamento a fazer tinoni... Essa é que não. Já não basta ter de ir para o hospital ainda ir com a ambulância a apitar. Devia estar mesmo mal. Para ajudar a festa pedi ao bombeiro se me podia virar ao contrario, por a cabeça para o lado da porta porque estar deitada com a cabeça para o volante estava a deixar-me um pouco mal disposta. Não me deixou. Pedi para me levantar. Também não me deixou. Raios. Finalmente chego ao Beatriz Ângelo. Toca a despachar que quero voltar para a meta e ainda almoçar. Sigo para a triagem. Para dizer a verdade o pé doia-me para chuchu para nada de dar parte de fraca. Na triagem dizem: 

- "Provavelmente está partido menina"
- "Merdaaaaaa... Será possível? Isto não me pode estar a acontecer. Não está partido... Não está partido... Não está partido..."

Repetia eu. Não queria acreditar. Lá fui fazer o RX e apareceu o Xico que estava com ar preocupado. Esperei, esperei, esperei, esperei... quase 4 horas de martírio até finalmente o médico me dizer que não estava partido. ALELUIAAAA. Levei 2 injecções e fui alertada que tinha de ir levar a vacina do tétano dentro de 3 dias uma vez que estava cheia de feridas e que devia ter levado o reforço em 2010...

Assim fiz e hoje la fui ao Centro de Saúde de Sete Rios levar a pica.

Ao fim de 4 dias o pé ainda está roxo e ainda me doi um pouco mas já está muito menos inchado. Em breve já estarei operacional.

Não pensem que eu sou uma pessoa de desistir. Mantenho os mesmos objectivos no horizonte. Não é uma pequena queda que me vai derrubar. 


Este episódio fez-me concluir que a decisão sobre os passos que damos é quase sempre irracional. Num dia as coisas podem correr como idealizamos e de um momento para o outro tudo muda. A vida é frágil e o corpo é o bem mais precioso que temos. Mas também reconheço que se não arriscarmos e fizermos aquilo que a mente e o corpo pedem também não somos felizes. Se não o fizermos seremos escravos do nosso dia-a-dia monótono e nunca iremos realizar os nossos sonhos. A vida é curta demais e devemos vive-la intensamente.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Novidades Quentes e Boas

Os próximos meses já estão a ser delineados para irem de encontro ao desafio que me espera em Junho de 2015.

Aqui estão as provas escolhidas para me ajudarem a chegar ao Oh Meu Deus K70 o mais bem preparada possível.

Proença-a-Nova Ultra Trail 40+(Janeiro), Vila Velha de Rodão Ultra Trail 40+ (Fevereiro), Vila de Rei Ultra Trail 60+ (Março) e Sertã Ultra Trail 40+ (Abril)
 
Ultra Trail de São Mamede 42 Km (Maio)
 Acho que escolhi bem :)

sábado, 1 de novembro de 2014

II Duratrail ProAventuras

Antes de mais peço desculpa aos meus seguidores pela ausência mas tenho andado com pouca inspiração para a escrita. Nada melhor que uma boa prova de trail para me trazer a inspiração de volta.

Sábado passado fui dar um salto a Setúbal para participar no II Duratrail ProAventuras que decorreu na zona da Arrábida. Optei pela versão mais curta 22 Km.



Acordei com as galinhas para chegar a tempo de levantar os dorsais. A organização estava instalada no quartel dos Bombeiros de Setúbal e não houve tempos de espera para levantar os dorsais. Foi pegar e andar. Esta prova tinha a possibilidade de fazermos a inscrição com ou sem t-shirt. Tendo em conta que cá em casa é tudo a dobrar desta vez optamos por nos inscrever sem t-shirt. Mas podem dizer "ahhh mas não ficaste com nenhuma recordação da prova". Na na na. Recebi uma fita para a cabeça da Lurbel bem engraçada. Pena ser vermelha...


Passando a acção :) A partida deu-se as 9:00 e seguimos numa pequena volta pela Av. Luisa Todi com escolta até chegarmos a partida oficial. Inicia-se a primeira subida para separar o trigo do joio. Segui quase sempre acompanhada e fui encontrado pessoal conhecido aqui e ali. Logo ao inicio passamos num monte com um moinho de vento com uma vista espectacular. Não me apetecia parar logo ali ao inicio e segui caminho. Os primeiros 11 Km foram os mais complicados a nível de subidas mas sabia que ia ter o abastecimento para me recompor. Nada disso. Quando cheguei ao abastecimento não havia quase nada: 2 bolachas maria, 2 gomos de laranja e agua quase nem vê-la. Para conseguir encher a mochila tive de virar o bidon e aproveitar todas as gotas. Ou foram buscar mais ou quem veio depois viu-se a rasca. A partir dai o percurso era bastante corrivel. Soube mesmo bem passar pela zona da ribeira. O problema veio depois... Os sapatos ficaram cheios de pedrinhas e terra. Tive de me sentar e sacudir os sapatos mas sem sucesso. Apenas tirei a mais grossa. O resto continuou a moer mas sem fazer grande incomodo. Quando chego a zonas mais plana começo a sentir que me estavam a começar a doer os dedos dos pés. estranho... Já usei estas sapatilhas varias vezes. Não percebo o porque desta dor. Quando aparecem as descidas, altura em que por norma gosto de acelerar e vir por ali abaixo, começo a ter dores de tal ordem que até me vinham as lágrimas aos olhos. Comecei a atrasar-me e a não conseguir fazer as descidas rápido o que me estava a irritar solenemente. Mas paciência. Até que começo a ver a praia e apercebo-me que a meta deve ser já ali. Ate que constato que vou ter de correr um pouco na praia. Eishhhh isso é que não. Que tortura. Já nem sentia os dedinhos. Achei melhor tirar as sapatilhas e seguir de meias. Nada mau não fosse ter de voltar a calça-las mais a frente porque voltei a entrar em zona de passeio. Por momentos pensei "que se lixe" mas um senhor da organização avisou-me que aviam ali vidros e que era melhor calçar e assim fiz com muita dificuldade. Mas também só faltavam uns 500m. Estava quase. 



Começo a ver a meta e uma passadeira vermelha a aguardar-me qual estrela de Hollywood :)

A minha cara de sofrimento diz tudo

Gostei bastante desta prova. Estava muito bem organizada, o percurso extremamente bem marcado e muito diversificado no que diz respeito a tipos de terreno. Também gostei da parte dos obstáculos naturais que nos fizeram ultrapassar durante o caminho. O único reparo foi apenas o 1º abastecimento porque de resto estava tudo impecável. Incluindo o espectacular almoço: Massada de peixe com camarões a moda de Setúbal.

No final ainda deu para dar uma vista de olhos nos stands e apaixonei-me por estas meninas:

La Sportiva Bushido 
Andava a querer encomenda-las mas sem experimentar nem pensar. A oportunidade surgiu no stand da GoPerSports, uma loja/bike center localizado em Setúbal que tem muito equipamento para trail. O pessoal que estava no stand era impecável e explicou tudo sobre as minhas futuras bichinhas. Como estava com os pés doridos não consegui perceber se o numero que estava a experimentar era ou não o certo para mim, por isso vou ter de la voltar para experimentar o numero acima. Sempre é uma bela desculpa para ir comer choco frito :) Ainda experimentei umas meias da Lurbel que me pareceram ideais para trail. Muito fofinhas e sem costuras, como se quer. 

Terminou mais uma DURA aventura. Venha a próxima:)


quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Desafio Ultra 2015 - Take 2 - Subida da Garganta da Loriga

Mais uma aventura estava programada para estas férias. A tão desejada subida a Garganta da Loriga. A subida de Loriga até a Torre pela Garganta da Loriga é feita por um percurso pedestre bastante bem marcado com mariolas.

Andava a sonhar com este percurso desde a algum tempo porque é um troço bastante importante do OMD 70K, isto se o traçado se mantiver igual a este ano. Para terem uma ideia este troço tem cerca de 10 Km mais coisa menos coisa. Apenas fiz metade do percurso porque a fome apertou e não haviam mantimentos suficientes para o corpo aguentar o resto do percurso, mas para terem uma noção em 5 Km foram 727 m D+. Coisa pouca :) Até tive de improvisar um cajado para me ajudar a subir algumas partes. 

Aqui vão algumas fotos para ficarem de água na boca.

Loriga

Vista para Loriga. 
Vista para o lado da Torre. Como somos pequenos...

Mariola Gigante

Informo já que esta zona é propicia a existência de alguns animais que o pessoal da cidade não está habituado tais como: Lagartixa-da-Montanha, Lagartixa-ibérica, Lagartixa-da-Montanha, Lagartixa-do-mato, Lagarto-de-água, o Sardão, a Osga, o Licranço, a Cobra-de-pernas-tridáctila, a Cobra-cega, a Cobra-de-água-de-colar, a Cobra-de-água-viperina, a Cobra-lisa-meridional, a Cobra-lisa-europeia, a Cobra-de-escada, a Cobra-rateira, a Cobra-de-ferradura e a Víbora-cornuda, a Salamandra-lusitânica, a Salamandra-de-costelas-salientes, a Salamandra-de-pintas-amarelas, o Tritão-de-ventre-laranja, o Tritão-marmorado, a Rã-verde, a Rã-ibérica, a Rela, o Sapo-comum, a Rã-de-focinho-pontiagudo, o Sapo-corredor, o Sapo-de-unha -negra, e o Sapo-parteiro.

Posso dizer que tive o prazer de me cruzar com alguns destes bichinhos pelo caminho, principalmente lagartos, e uma cobra ai com uns 70 cm... Nada de mais :)

Em baixo umas fotos da zona da garganta vista da Torre para nos sentirmos ainda mais pequeninos.

Garganta de Loriga

Garganta de Loriga



Mais uma etapa do Desafio Ultra 2015...

 


CORTAAAAAAAA :)

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

DesafioUltra2015 - Take 1- Trail Terras do Grande Lago

No fim do semana passado e para começar bem mais um período de férias fui participar em mais uma prova de trail.  Tendo em conta que tenho um grande caminho a percorrer ate ao Oh Meu Deus 2015 não posso perder tempo e tenho de começar já treinar definindo pequenas etapas. Esta prova foi a primeira de muitas etapas que tenho de concluir para chegar ao OMD preparada quer física quer psicologicamente. Uma das etapas que defini é que vou ter de perder algum peso. Sim porque ter de arrastar este rabiosque durante 70km não deve ser facil :) Desde que comecei a correr já perdi muitos quilos mas agora estagnei e não perco nem uma grama. Alguma coisa não devo estar a fazer bem. Vou procurar um nutricionista desportivo que me possa ajudar a perceber o que se está a passar. Se conhecerem alguém que recomendem digam.

Bem mas vamos la focar as atenções no Trail Terras do Grande Lago. Esta prova aconteceu na zona do Alqueva estando a logística da organização sediada em Portel.  Desconhecia esta vila muito bonita localizada no distrito de Évora, que tem um Castelo muito bem conservado e que salta a vista assim que se chega.
                                

Eu e o Xico ficamos instalados na Amieira uma das Aldeias Ribeirinhas do Alqueva onde estavam a decorrer as festas anuais da terra, sendo que a diversão principal era tourada durante todo o dia e largada de touros. Se ha coisa que não gosto e de touradas mas não havia nada a fazer... Devido as festas não conseguimos jantar em nenhum restaurante na Amieira pelo que decidimos voltar a Portel onde tínhamos visto alguns restaurantes quando fomos levantar os dorsais. Depois de jantar e de regresso a Amieira percebo que nao ia ser facil adormecer porque havia uma banda a tocar. La consegui adormecer mas logo a seguir acordo com foguetes... Nada melhor numa véspera de prova. Com poucas horas de descanso seguimos para perto da Escola de Portel onde ficaria instalada a Meta. Uns autocarros levariam os atletas do k25 para a Marina da Amieira e os dos k42 para a Marina do Alqueva. O Xico tinha decidido acompanhar-me na prova dos k25. Chegados a Marina da Amieira ainda houve tempo para apreciar a paisagem e visitar o Wc :) As infraestruturas da marina são muito boas. Aconselho a darem um salto a esta zona que e um bom ponto de partida para visitar o Grande Lago. Tem passeios de barco e existe a possibilidade de alugar os barcos casa e passar um fim de semana diferente.

                           

As 10h começa a prova e seguimos junto as margens do Lago durante cerca de 1 km. Entramos por uma zona de estradão que nos leva a Amieira e depois entramos pelos trilhos. Foi um sobe e desce interessante, bom para quem acha que o Alentejo é só planícies.  Passamos por zonas bonitas e varias colmeias. Ai corri bem depressa com medo de levar alguma ferroada. Hehe. Senti-me bastante bem na primeira metade da prova mas depois não sei que me deu e comecei a ficar com dores nas pernas e as mãos inchadas.  Ja é a segunda vez que isso me acontece. As maos incham muito e tenho dificuldade em abrir e fechar os dedos. Parece que tenho andado a exagerar na água o que faz com que a concentração de sodio no organismo baixe e possa causar estes sintomas. Tenho evitado o consumo de bebidas isotônicas porque detesto o sabor e fazem-me indisposição mas acho que vou ter de me habituar. A isso e ao uso eletrólitos.  Mais uma dúvida a tirar com o nutricionista. Os abastecimentos eram optimos e frequentes de 6 em 6 km mais ou menos. Tinham tudo que tinhamos direito.  As provas da Associação O Mundo da Corrida já me têm vindo a habituar a esta qualidade nos abastecimentos. A isso e não so. A prova estava extremamente bem marcada e o pessoal da organização era muito simpático e disponivel. 
Queria muito fazer os 25km abaixo das 4:00h mas não consegui... por pouco... foram 4:00:08 buhhhh. Mais uma prova concluida. Aqui estão as fotos da praxe.

                                                  

                                      


Agora que o Take 1 está concluído e como dizem os realizadores: COOORTAAAAA!!! Sigam os treinos e vemo-nos no Take 2.





segunda-feira, 15 de setembro de 2014

ULTIMA HORA!!!!

ULTIMA HORA!!! ULTIMA HORA!!! ULTIMA HORA!!!

Informo os meus queridos seguidores que estão oficialmente abertas as inscrições para o Oh Meu Deus 2015 que vai acontecer a 05, 06 e 07 de Junho.

E eu já estou inscrita na distância K70:) 

Serra da Estrela espero que estejas preparada para me receber nesta aventura em 2015!!!

Até lá espero visitar-te muito mais vezes para ir descobrindo mais alguns dos teus segredos.



sábado, 6 de setembro de 2014

Ultima leitura

De todos os livros sobre corridas/trail que tenho lido nos últimos tempos acabei esta semana de ler o MELHOR que li até hoje. Na minha singela opinião trata-se de um livro que para além de ser uma biografia é também uma lição de vida. Mudou radicalmente a minha forma de ver a corrida. 



Comecei a ler o livro "Eat and Run" um pouco impulsionada pela transição alimentar que estou a tentar fazer a alguns meses. Não conhecia muito bem a historia do Scott Jurek. As poucas coisas que sabia dele era que era um campeão de ultras e vegano. A ideia de ler o livro foi mais numa de tentar perceber um pouco que tipo de adaptação é que ele fez na alimentação para continuar a ter força para correr. O livro tem vários capítulos onde o Scott relata as suas experiências de vida e no final de cada capitulo coloca uma receita vegana criada ou adaptada por ele. 

Li-o nas minhas viagens diárias de casa para o trabalho e do trabalho para casa. Fiquei fã desde senhor... A sua vida não foi propriamente fácil mas mesmo com todas as adversidades conseguiu chegar longe no mundo das ultras-maratonas. 

Uns gostam de videos motivacionais, eu gosto de frases :) Aqui estão algumas que retirei do livro e que vou tentar não esquecer nos próximos tempos.

"We all lose sometimes. We fail to get what we want. Friends and loved ones leave. We make a decision we regret. We try our hardest and come up short. It’s not the losing that defines us. It’s how we lose. It’s what we do afterward." 
(As vezes todos nós perdemos. Falhamos em conseguir aquilo que queremos. Amigos e pessoas que nos são queridas partem. Tomamos uma decisão da qual nos vamos arrepender. Tentamos o melhor que podemos e não chegamos lá. Não é o facto de perdermos que nos define. É sim como perdemos. É aquilo que fazemos a seguir.)

"Life is not a race. Neither is an ultramarathon, not really, even though it looks like one. There is no finish line. We strive toward a goal, and whether we achieve it or not is important, but it’s not what’s most important. What matters is we move toward that goal. What’s crucial is the step we’re taking now."
(A vida não é uma corrida. Nem é uma ultramaratona, embora por vezes pareça que sim. A meta não existe. Esforçamo-nos para chegar a um objectivo, e o facto de o atingirmos  ou não é importante, mas não é o mais importante. O que importa é seguirmos em frente na direcção do nosso objectivo. O que é crucial são os passos que damos.)

"Everyone follows a different path. Eating well and running free helped me find mine. It can help you find yours. You never know where that path might take you."
(Toda a gente segue um caminho diferente. Comer bem e correr livremente ajudou-me a encontrar o meu. Pode também ajudar a encontrares o teu. Nunca saberás onde é que esse caminho te poderá levar.)

Mas vá, deixo-vos aqui um video onde aparecem duas máquinas das ultras: O Scott Jurek e o Killian Jornet. Espero que gostem :)



domingo, 31 de agosto de 2014

Fisioterapia - GAME OVER ou como fui curada de um dia para o outro

Esta semana foi um turbilhão de emoções contraditórias. Passou por tristeza, desespero, indecisão, esperança, muita dorrrrrrrr, nódoas negras, felicidade.



Na quinta feira acabavam as sessões de fisioterapia e eu já andava desde a outra semana a pensar no que haveria de fazer. A fisioterapeuta que me andava a fazer os tratamentos já me tinha dito que provavelmente teria de fazer mais 20 sessões, coisa que eu já desconfiava uma vez que a dor continuava cá exactamente no mesmo sitio, pese embora ao fim da 1ª semana de fisioterapia tivesse reduzido mas nada de por ai alem.

Já me andava a passar. 20 dias praticamente sem correr e sem notar melhoria significativas. É verdade que a fisioterapia pode ter efeitos diferentes de pessoa para pessoa mas eu não compreendo porque é que comigo tem de ser assim! Porque é que nalgumas pessoas esta dor chata desaparece e comigo teima em ficar? Como é que uma das actividades que me dá mais prazer às vezes tenha um sabor tão amargo? Porque é que esta dor irritante me prejudica não só na corrida mas no dia a dia? Porque é que a toda a hora esta dor me faz lembrar o que de melhor e pior tem a corrida? Não sei. Provavelmente alguém me fez um voodoo muito bem feito que resultou em quase um ano de tentativas frustradas de resolver o problema. 

No sábado e por mero acaso encontrei um companheiro de corridas, o André Noronha, no jogo do Sporting. Conversa puxa conversa o tema acaba por ser o do costume: corrida :) Tens treinado, não tens, qual a próxima prova? E eu em jeito de desabafo acabo por contar que tenho treinado muito pouco porque estou a fazer a fisioterapia mas que não vejo melhorias. O André acaba por me dizer que faz umas sessões de massagem com um massagista e que sabe que ele já tinha tratado muita gente com o mesmo problema que o meu. Contou-me que muita gente lá vai de 2 em 2 semanas para uma massagem geral ou para tratar de uma ou outra dorzita que apareça. Pergunto se ele me pode dar o contacto e ele diz-me que sim. Avisou-me apenas que me ia doer. E muitooooooo. Mal eu imaginava...

A semana iniciou-se e eu ja sabia que na 4ª feita iria ter consulta de fisiatria para reavaliação  e provavelmente para levar com uma "receita" de mais 20 sessões de laser, ultra-sons, ionização e massagem. No entanto na 4ª feira consegui falar com o massagista e ficou agendado para 5ª feira as 21h. Ele avisou logo que as vezes fazia consultas até a 24h. No entanto 5ª feira a hora de almoço liga-me e diz-me que tinha havido uma desistência e que eu poderia ir antes as 19:30 caso me desse jeito. A ultima sessão de fisioterapia seria as 18:30 e acabava as 19h e eu ia logo de seguida. Por isso aceitei de imediato.

Fiquei feliz por chegar ao fim da saga de 20 dias e 20 sessões e ao mesmo tempo um pouco apreensiva com o que me esperava de seguida. Lá fui a consulta na companhia do Xico. Quando cheguei havia um senhor a ser atendido e eu conseguia ouvir os sons de dor que ele emitia. Comecei a temer pelo que me iria acontecer a seguir. A massagem do outro senhor acabou e fui chamada. Ao abrir a cortina aparece um senhor que transmitia uma felicidade enorme. Só de olhar para ele se percebia que é feliz porque adora aquilo que faz. E a medida que o tempo foi passando tive a certeza que assim era.

Pediu-me para falar sobre o que sentia e eu expliquei: fasceite plantar e uma dor no osso da anca esquerda talvez pela compensação que faço por causa da fasceite plantar. Mandou-me despir e deitar na maca e levei uma esfrega que não queiram saber. Nunca pensei que fosse possível dar tantos estalos das costas. De seguida passou para o pé esquerdo e disse-me "Deita-te e relaxa porque vai doer...". Eu acho que até 5ª feira desconhecia por completo o que é dor. Vi estrelas, fui a lua e voltei, disse palavrões, gritei e suei mais que a correr. Mandou-me por de pé e perguntou-me se a dor ainda la estava. Eu estava um pouco indecisa porque o pé me doía e muito mas não percebi se era de estar maçado ou se a fasceite ainda la estava. Mas ele avisou-me que ia ficar dorida e que devia por gelo assim que chegasse a casa. Eu tenho muita tendência para ficar com nódoas negras e por isso quando cheguei a casa já se faziam notar no pé e nas costas na zona das ancas. Pus gelo mas continuava dorida. Ele disse-me que na sexta devia logo correr para ver como estava.

Na sexta acordo e o sintoma mais comum da minha fasceite, dor muito forte quando me levanto da cama e que me faz coxear do quarto ate a casa de banho, tinha desaparecido. Será possivel??? O pé continuava roxo mas a maldita dor foi-se. Fui trabalhar e ao final do dia fiz uma corridinha teste em Monsanto e não é que continuava a não doer.

Para fazer outro teste aproveitei para ir ao Treino Longo do Correr Lisboa. Para mim não seria longo mas sim médio. Estava a pensar fazer 12 ou 14 Km para testar o pé. Tentei manter sempre a mesma intensidade e ver como o pé reagia. Não senti rigorosamente nada durante o treino mas o facto de ter estado praticamente um mês afastada dos treinos mais longos e regulares faz-se sentir.

O que é que se terá passado? Foi quebrado o voodoo? Foi um milagre? O milagre foi o facto do massagista José Urbano ter entrado na minha vida para me salvar :) Obrigado André por mo indicares. Sei que de certeza irei la voltar. Mas espero que por outros motivos que não tratar alguma maleita :)

Ao comparar as massagens da fisioterapeuta com as do Urbano percebo que ela apenas me fazia festinhas:)

domingo, 24 de agosto de 2014

Fim de semana activo

O fim de semana de 15 de Agosto foi passado na Covilhã porque era o aniversario da mãe do Xico e tínhamos mesmo de lá ir.

Saímos de Lisboa na 5ª feira ao final do dia e na 6ª feira fizemos um piquenique na Floresta que é um parque de merendas que existe na estrada da Covilhã para as Penhas da Saúde. Adoro piqueniques e a tranquilidade que isso me traz e por isso aproveitei para relaxar.


Depois de almoço fizemos uma caminhada até ao Bairro da Biquinha para beber uma biquinha :) Foi um passeio curto de cerca de 3 Km mas foi bom para esticar as pernas.

No dia seguinte já estava planeado um treino de apresentação a um troço do OMD 72Km. Resolvemos fazer o caminho que liga o Vale do Rossim a Nave da Mestra.

O percurso iniciou-se junto a Esplanada do Vale do Rossim (a uma altitude de 1437m) onde uma série de veraneantes a banhos nas aguas da barragem olhavam para nós de lado como se fossemos malucos.

O Xico conhecia mais ou menos o trilho mas no sentido inverso porque o fez em Junho no Oh Meu Deus por isso lá seguimos sempre junto a margem da barragem até chegarmos ao inicio do trilho.

Passamos por sítios onde a vista era incrível. Para além disso o silencio absoluto que existe nos meio destes pedregulhos dá uma sensação de vazio. Nem sei bem explicar mas é espectacular, só se ouve o nosso respirar.

Pelo caminho passamos pelo Vale das Éguas e pela Fraga da Penha, uma pirâmide negra de granito.

Fraga da Penha

Continuamos pelo trilho e sempre seguindo as mariolas, que são uma sobreposição de pedrinhas, em forma de pirâmide, construídas pelos pastores com o intuito de sinalizarem os trilhos. O que é certo é que o Xico dizia que achava que não seria para ali. Estávamos a subir uma pedra e quem é que sai do meio do nada? O André Castro, vencedor do Oh Meu Deus 100 milhas 2014. De inicio não o reconheci só depois em conversa com o Xico é que chegamos a conclusão que era mesmo ele. Perguntamos se a Nave da Mestra era para aquele lado ao que ele respondeu prontamente que não tinha passado por nenhum sitio com essas características. Ele vinha com um pau na mão e aconselhou-nos a pegar num também porque haviam muitos cães perigosos por ali e mais valia andarmos prevenidos. Assim que vimos um pau pegamos nele e seguimos mas felizmente não nos cruzarmos com nenhum cão.

Mariola

Vimos um casal de caminheiros pelos quais já tínhamos passado antes e perguntamos se eles sabiam para que sitio era a Nave da Mestra e eles como caminheiros experientes que eram tinham um mapa e logo nos disseram que faltava apenas mais 1,5 Km. Já me estava a sentir com alguma fraqueza e não tínhamos nada para comer mas pensei que ja faltava tão pouco que não valia a pena voltar para trás agora. 

Seguimos até bem perto do marco geodésico que se encontra no Curral dos Martins a 1.721 m de altitude e logo a seguir demos com o tão esperado sitio.

A Nave da Mestra é um daqueles locais incontornáveis da Serra da Estrela, localizada a 1.650 m de altitude em pleno planalto serrano. Também conhecida como Vale da Barca, é um local fantástico da Serra da Estrela. É um covão onde existe um imponente penedo de granito com a forma que lhe dá o nome.

O acesso e este local é efectuado através de uma fenda onde mochilas grandes poderão ter dificuldades em passar, tal como os menos destemidos...
Talisca



Vista da Nave da Mestra


Casa do Juiz

Chegamos então ao telhado da Casa do Juiz. Reza a história que o Dr. Juiz Matos, mandou construir ali a sua casa de férias de Verão em 1910. A sua construção foi concretizada pela mão-de-obra vinda de Manteigas em cima de mulas por um caminho que ainda hoje existe, ajudada por macacos hidráulicos utilizados para levantar as gigantes pedras, incluindo aquela que faz de telhado à casa. Esta obra é comprovada pela inscrição que ainda se pode ler na construção principal por cima da porta, “Dr. J.Matos – Barca Hirminius – 1910”.

Depois de chegarmos ao destino é tempo de fazer o percurso de volta até ao Vale do Rossim. Estava mesmo a sentir-me fraca e com uma fome de tal forma que já tinha o estômago colado as costas. Aqui estou eu já a chegar ao tão esperado café onde comi uma sopa que me soube pela vida.


Foram cerca de 17 Km com muito calor. 

Foi apenas a apresentação a uma parte do percurso do OMD 72K que, caso tudo corra como o esperado, espero fazer para o ano em Junho.

Para Setembro já estou a planear outro troço do percurso. Depois conto como foi.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

14 dias sem tocar na chicha :)

Com esta historia da fisioterapia não fiquei completamente proibida de treinar mas a ideia era reduzir um pouco. E eu reduzi que se farta... Estive 14 dias parada... Parada apenas nível de corrida porque tenho ido algumas vezes ao ginásio e feito alguns exercícios de reforço muscular.

Hoje resolvi ir dar uma voltinha em Monsanto :))))))) Foi uma voltinha suaveeeee mas deu para matar saudades. Não sei o que é que aconteceu com o meu Suunto mas como tinha muito pouca bateria deve ter ficado doido e resolveu não registar os primeiros 2 Km. Fiz apenas 5,84 Km a uma média de 6:38 Km. Muito calmo mas soube mesmo bem. Nota a salientar: o pé não doeu, mas não vou abusar. Vão ser apenas treinos light :)


quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Fisioterapia - Take 1


Desde quinta-feira passada que se iniciou esta nova fase... Enquanto toda a gente aproveita as férias eu passo os meus finais de tarde que deveriam estar a ser dedicados a treino a fazer fisioterapia ao pé esquerdo para ver se mando embora de vez esta fasceite plantar.

Após uma consulta com o Dr. Pedro Varandas cheguei a conclusão que talvez a infiltração que fiz em Janeiro não tenha sido lá muito boa ideia. A opção foi minha e não condeno o médico a que fui na altura, uma vez que me deu duas hipóteses de escolha: fisioterapia ou infiltração. Eu optei pela segunda pela rapidez na eliminação de dor mas o que é facto é que a dor desapareceu mas apenas temporariamente. A infiltração foi feita em Janeiro de 2014 e em Abril/Maio a dor voltou a aparecer. Ou seja a causa da dor continua cá.
Estou a fazer laser, ultrasons, ionização com ampolas de voltaren e o melhor de tudo, a massagem. Cada sessão demora cerca de 30-40 min mas é todosssssss os diasssssssss excepto ao fim de semana. Não estou proibida de correr mas os treinos tem de ser limitados a poucos Km. 

Para já sinto algum alivio pese embora a dor ainda cá esteja mas também ainda só passaram 5 dias.
A ver vamos. Darei noticias em breve.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Trail Sintra Monte da Lua

Ontem foi dia do tão aguardado Trail Sintra Monte da Lua. A distância escolhida foi de 25 Km que é a distância que ultimamente tenho feito nas provas de trail em que tenho participado.


Na sexta-feira fui levantar os dorsais a Quinta da Regaleira. Só me lembro de la ter ido uma vez numa visita de estudo do Liceu mas não me lembrava de rigorosamente nada. Para ser sincera sou uma daquelas pessoas que não aprecia muito o ambiente sombrio de Sintra. Quase toda a gente acha aquela envolvência deslumbrante e enigmática. Mas eu não consigo achar grande piada, o que é mau, porque é um sitio excelente para treinar.

O dia acordou farrusco e com alguns chuviscos a mistura fazendo ter uma série de indecisões: meias curtas ou compridas, mochila de 2 L ou de 1L, sapatilhas de Trail mais leves ou mais robustas, impermeável ou não… As escolhas foram meias compridas (e ainda bem), mochila de 1 L (Erro. Devia ter levado de 2L), sapatilhas de Trail robustas Asics Fujitrabuco (graças a deus), impermeável (perfeitamente dispensável).

Assim que cheguei a Praia das Maças caiu um aguaceiro que logo passou. Ainda assisti a partida dos 50K e logo de seguida fomos ouvir o briefing da prova dos 25K. Não consegui perceber nem ouvir nada, só qualquer coisa sobre não espreitar para ver as vistas junto às arribas porque podíamos vir parar cá abaixo e cuidado com um vespeiro que estaria não sei bem onde, blablabla, pela esquerda.

Tiro de partida dado lá seguimos pela areia. Apenas uns quantos metros e foi o suficiente para activar a minha fasceite plantar semi-adormecida. Auch…  Seguimos afastando-nos da praia  e nem passados 2 Km, engarrafamento… Para terem uma ideia do mesmo demorei 40 min para fazer os primeiros 2 Km. Fiquei parada imenso tempo numa fila para passar um mini riacho com uma corda para trepar. Fiquei logo chateada. Ficar parada ali durante tantos minutos quebrou completamente o ritmo. Nada a fazer. Depois de ultrapassado o obstáculo siga para bingo.
Passagem por Colares e um pouco mais a frente inicia-se a subida da pista de downhill. Mais um vez, e a semelhança da prova do Oh Meus Deus, esta organização resolveu por o pessoal a subir aquilo que é suposto ser a descer. Mas tudo bem. Chega o único abastecimento sólido no Monge aos cerca de 10 Km. Atestei com agua, porque bebi toda a que tinha na mochila, comi fruta e segui rumo as “pintas” laranja marcadas na floresta. Após este abastecimento percebi que haviam 3 marcas a laranjas. Duas cruzes a dar indicação que não era para ali o caminho e umas pintas laranjas. Segui as pintas como era suposto mas reparei que as marcações eram escassas numa zona de parque de merendas. Quando a zona de merendas acabou la continuavam as pintas o que significava que não me tinha enganado. Depois de ter feito o percurso do abastecimento ao inicio das arribas apercebo-me que as pessoas que estavam a chegar ao abastecimento quando de lá sai estavam agora a minha frente nas arribas e com uma distancia bastante considerável de mim. Eu ainda nem tinha começado a descer e já iam a começar a subir a primeira arriba. Possa como é que é possível? Não passaram por mim… Não sei se fui eu que me enganei ou se foram eles que atalharam mas fiquei um bocado irritada com isto.
A zona das arribas foi para mim o pior… A descer era um suplício porque os pés escorregavam constantemente nas pedras soltas fazendo dar algumas patinadelas perigosas. Depois desses sustos resolvi optar por uma técnica de sku em algumas descidas mais ingremes. Quase que fiquei sem calções e com as nádegas ao léu… E depois de uma bela descida perigosa uma subida ingreme ao género de escalada. Um pé em falso e lá íamos por ali abaixo. De facto a paisagem era espectacular mas nem consegui apreciar muito bem tal era a vontade imensa que aquela série de descidas e subidas em pedra acabasse. Nesse percurso até ao Cabo da Roca ajudei uma rapariga que tinha ficado sem agua tendo-lhe dado o meu barril e um rapaz que não se estava a sentir muito bem e a precisar de açúcar e força para chegar lá acima. Era incapaz de deixar alguém numa situação complicada ali sozinho ainda por cima sabendo que não havia ninguém da organização nem nenhum bombeiro neste percurso. Grande falha. Achei aquela zona bastante perigosa. Se calhar sou eu que sou mariquinhas mas tive algum medo especialmente nas descidas. Deveria haver alguém a dar apoio e alerta para alguma eventualidade.
Quando cheguei ao Cabo da Roca já estava em desespero. Já não tinha água outra vez. Encheram-me novamente a mochila e pensei que já faltaria pouco. Agora seria sempre a aviar. O rapaz que estava no abastecimento disse-me delicadamente: “Não se quer lavar??”. “Quem eu?”. Ai apercebi-me que estava imunda e toda farruscada. Uma mistura de pó com água fazia parecer que tinha andado a limpar chaminés. Achei que não havia grande necessidade. Lavei apenas as mãos e decidi seguir. O pior é que a minha consciência fez com que não abandonasse esses dois companheiros estreantes no trail e nada preparados sozinhos. E assim foi. Sempre que tentava impor algum ritmo de corrida rapidamente tinha de abrandar porque eles já não conseguiam mais. Até me senti um bocado culpada porque num troço cheio de pedras irregulares comecei a correr e a rapariga que seguia atras de mim caiu de cara batendo com o peito numa série de pedras. A partir daí decidi não os largar mais até a Praia das Maçãs.
Demorei 6:33 a fazer cerca de 27 Km. Nunca fiz um tempo tão mau num trail. No final tinha um misto de sensações. Estava um pouco triste por ser uma das últimas a chegar. Porque é que não fui mais egoísta e fiz a minha prova em vez da dos outros? Não sei… Mas não era capaz de não ajudar quem estivesse em dificuldades. Por outro lado o facto de ter aguentado estas horas todas em prova e no final ainda me sentir bem o suficiente para poder continuar por mais algum tempo, foi um ponto positivo.
Acho que vou demorar a digerir esta prova…
Esta foi a única foto possível:

quarta-feira, 16 de julho de 2014

1º Trail Moinhos Saloios

No domingo fui participar no 1ª Trail Moinhos Saloios na Venda do Pinheiro organizado pelo Trilho Perdido. 

Inscrevi-me um pouco em cima do acontecimento porque esta prova não estava nos planos mas tendo em conta que era perto de Lisboa decidi ir. E fiz bem porque foi muito bom.

Por volta das 8h já estava no Estádio Municipal da Venda do Pinheiro, local de partida e chegada e também de secretariado da prova. A prova tinha cerca de 250 participantes pelo que não houve grandes confusões no levantamento de dorsais e rapidamente voltei ao carro porque estava muito vento e frio. Resolvi vestir a t-shirt da prova porque estava a tiritar só com uma camisolinha de alças.


Hoje iria experimentar pela primeira vez a minha nova mochila de hidratação a pensar em provas mais longas. A outra mochila apenas permite levar 1 L de água e o tubo do saco de hidratação é bastante curto por isso não ajeito muito bem com ela. Para distâncias curtas dá perfeitamente mas para distancias mais longas ou quando está muito calor preciso de bem mais que 1 L. Aqui está ela:



Depois de muito procurar optei pelo modelo da Dechatlon Quechua Extend 0-10L que tem um saco de hidratação de 2 L e suportes para bidons a frente. É bastante leve vazia. Na minha opinião abanou um pouco quando corria talvez por não a ter prendido bem. Vamos ver como se vai portar nos próximos desafios. A prova começou as 9h e teve um parte de asfalto até entrar em pinhal, passamos pela Asseiceira Pequena e seguimos até ao monte com os moinhos de vento. Um moinho a moda antiga e dois moinhos modernos: as eólicas dos nossos dias. Uma vista espectacular e o melhor de tudo um valente leão a receber os participantes a entrada.

Foto Google Earth
A prova passava por vários tipos de trilho, o que até foi interessante para testar passagens de areia de pinhal, para pedra, para asfalto e novamente para pinhal e por ai em diante.

Tinha 4 abastecimentos, o primeiro só de água, o segundo de sólidos e líquidos, o terceiro de água e isotónico e o ultimo solido e liquido. Os abastecimentos tinham muita variedade. Á chegada era o chamado super-abastecimento com sandes, bolos, sumos, frutas frescas e uma mesa de queijos de fazer inveja a qualquer casamento. A prova tinha o apoio de uma empresa local de queijos, Montiqueijos, que ofereceu vários tipos de queijos, desde secos a meio-secos a frescos acompanhados de pão e broa regionais. Foi um belo repasto para quem consegue comer logo a seguir as provas, o que não é o meu caso. Apenas consegui comer melancia. Agarrei-me a uma taça com melancia de tal forma que um rapaz disse-me delicadamente: “Será que posso tirar um pouco?”. Não sei quem ele é mas peço desculpa pela total monopolização da taça. 

Para variar acabei toda arranhada devido ao meu prazer especial em não me desviar de galhos e silvas. Aqui está uma amostra do resultado. 




Num dos abastecimentos um senhor ate me disse: “Ohh menina, olhe que leva ai um galho espetado na perna…” E eu nem sentia nada. Arranquei o dito cujo e segui viagem.

Mais uma prova concluída. Para o próximo fim de semana veremos que desafios me esperam no tão aguardado Trail Sintra Monte da Lua. 

sábado, 12 de julho de 2014

O dia em que ganhei um dorsal...

No fim de semana passado fui visitar a feira Lisboa Bike and Running para averiguar as novidades e descontos. Como fui enganada!!! Foi uma valente banhada... As únicas marcas que tinham alguma exposição eram a Adidas (na loja da Pro-Runner) e a Nike (na loja da SportZone). Isto relativamente a sapatilhas. No que diz respeito a roupa de corrida a coisa ainda estava pior. Só a Adidas tinha uma ou outra peça de roupa mas tudo muito fraco. Estava o stand habitual da Compressport com os descontos do costume. Nada de diferente.

Mas felizmente há excepções. Um dos pontos positivos desta micro-feira foi um stand do Arrábida Ultra Trail onde decorreu um desafio durante todo o fim-de-semana.


Quem se quisesse inscrever no desafio teria de se propor a correr 5Km em menos de 30 min para ganhar um dorsal para a prova de 14,5Km, 23Km ou 80Km. No sábado a lista de inscritos era interminável e já ocupava também o Domingo. No Domingo voltei a feira para fazer um treino de corrida com o Correr Lisboa. Voltei a deslocar-me ao stand e o senhor disse-me que estava tudo cheio até ao fim da feira mas que eu fosse olhando e vendo se a passadeira estava vazia. Se assim fosse significava que alguém tinha desistido e podia tentar a minha sorte. E assim foi. Alguém não apareceu e lá fui para cima da passadeira.



Fiz os 5 Km em 27,15 min e ganhei o dorsal para os 23 Km. Esta prova já estava a muito no meu calendário para 2014. O dorsal para esta distancia custa 25€ pelo que já poupei algum cash. Fiquei bastante contente com o meu feito mas triste porque acabei por não fazer o treino de 14 Km do Correr Lisboa.

A outra excepção a seca desta feira foi o stand do Correr Lisboa. O único stand dedicado especificamente a corrida onde estavam a ser divulgados o site RunBonus e os treinos Correr Lisboa. Foi organizada na sexta-feira mais uma Secret Run. Desta vez não participei porque pensei que era no Sábado e só me apercebi que já tinha sido quando vi as fotos no Facebook. Buhhh.

Para além disso havia alguns brindes para quem se registasse no Run Bonus. Como o stand estava muito concorrido acabei por ajuda-los a explicar a alguns visitantes qual o conceito Correr Lisboa e convidá-los a treinar com o grupo. O Correr Lisboa também organizou treinos de corrida e treinos de técnica de corrida. No Domingo tive oportunidade de experimentar o treino técnico e gostei bastante. É sempre bom corrigirmos alguns erros que nem imaginamos que fazemos.

Eu tenho andado uma baldas nos treinos Correr Lisboa devido ao muito trabalho que tenho tido e às horas a que saio já os treinos vão a meio. 

Tenho aproveitado para ir ao ginásio e treinar em Monsanto para me preparar para os trails que se avizinham.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Resumo da Semana

A semana que passou serviu para fazer alguns treinos e testar o meu novo relógio Suunto Ambit 2 R. Ainda não consegui explorar todas as suas funcionalidades (que são mais que muitas) mas com a prática chego la.
Fiz o chamado micro-treino na terça. Micro porque foram apenas 4 Km. E foram 4 Km muito pouco produtivos no que diz respeito a treino efectivo. E porque? Durante o percurso na ciclovia no sentido Pupilos-Estádio Pina Manique verifiquei que havia uma série de marcações da Lisbon Eco Marathon que tinha acontecido no fim de semana anterior, que não tinham sido retiradas. No inicio pensei que poderia ser um ou outro autocolante que tivesse ficado por retirar mas constatei que não era assim... Pelo caminho vi dezenas de autocolantes reflectores ainda colados em postes, árvores e no chão. Também encontrei uma placa de marcação de Km e um saco do lixo preso com fitas a um poste. Quando voltei para trás resolvi retirar as fitas que conseguia e fui parando e descolando os autocolantes que me eram possíveis retirar sendo que não tinha nenhum outro utensílio que não as mãos. 



Fiquei um pouco irritada com esta situação uma vez que uma prova que se intitula ECO e que referia tanto essa vertente não pode de forma alguma ter este tipo de situações acontecerem. Pelo que sei havia um grupo de "vassouras" que fizeram uma caminhada e que supostamente iriam recolher todas as marcações encontradas no percurso. Compreendo que não vissem todas mas até 2ª feira não deviam restar vestígios da prova ter ocorrido. Questionei a organização que me respondeu ao fim de 2 dias. A resposta apenas foi dada depois de terem ido recolher o resto das marcações que ficaram por retirar. Pior ainda foi a forma como a resposta foi dada, parecendo eu que deveria ter pedido desculpa pela questão colocada. Não gostei e equaciono se deverei voltar para o ano. Uma situação a ponderar.

Na quinta-feira fui a estreia do Trilho da Cabra-Manca. Este treino reúne pessoal habitual nos Trilhos para Totós. Na estreia devia ser mesmo eu a Cabra-Manca porque para além de ser a única rapariga presente senti-me literalmente uma Manca uma vez que atrasei os meus parceiros que iam dispostos a fazer um treininho a maneira mas que se foram revezando para me ir dar um empurrãozinho nas muitas subidas que me levaram a conhecer :) Para dizer a verdade adorei e foram todos impecáveis comigo. Não sei o nome de todos mas obrigado. O resultado desse treino foram 13,3 Km com um desnível de 412m em 1:50m.

No sábado quis repetir a dose. Pensei que seria uma versão um pouco mais light que 5ª feira porque me doíam um pouco as pernas e estava com bolhas nos pés. Mas não. Éramos apenas 4 e mais uma vez apenas a única rapariga. Estes rapazes deram cabo de mim. Desta vez foram 15,3 Km com um desnível de 429m em 2:04m. Para o fim já estava a ver tudo a andar a roda provavelmente com falta de açúcar no sangue. A coisa passou com uma maça gentilmente oferecida por um dos companheiros de treinos. Se não fosse isso teria de certeza caído para o lado. Obrigado pela paciência. No caminho encontramos as Tartarugas no parque de estacionamento das antenas e aqui temos uma foto para a posteridade.

Obrigada Marco Borges Runners Photos

Esta semana há mais para preparar o Monte da Lua :)


domingo, 22 de junho de 2014

Lisbon Eco Marathon - Corredor Verde

Ontem foi dia de Lisbon Eco Marathon. Inscrevi-me na versão curta que seriam 19 Km de acordo com o indicado pela organização.



O percurso seria cumprido em cerca de 15% em estradas alcatroadas, 40% em ciclovias e o restante em estradas florestais. A partida estava marcada às 21h00 no Parque Urbano do Calhau, junto aos "Pupilos do Exército".

Esta prova de cariz solidário não é apenas uma prova que iria doar uma pequena parte das receitas para instituições de solidariedade social. Todo o valor das inscrições serviu para angariar verbas para 4 instituições: Casa dos Rapazes, Terra dos Sonhos, Reefood e Casa das Cores. De valor :)

Chegamos ao Parque do Calhau cerca de uma hora antes e confraternizamos com outros atletas. O ambiente estava bom e sem as confusões habituais das provas "da moda". Ainda houve tempo para recolher o kit do atleta com direito a gel e isotónico. Nada mau. Esta prova é feita em autonomia quase total uma vez que apenas existem alguns pontos com agua. A ecologia é um dos temas do evento, sendo que é expressamente proibido deitar o que quer que seja para o chão e as garrafas para abastecimento deveriam ficar exactamente nesse local não sendo permitido o transporte das mesmas.

Estava a ficar frio e só me apetecia que dessem o tiro de partida. A hora marcada lá partimos cerca de 430 atletas.

Esta iria ser a primeira prova com alguns trilhos em que iria correr de noite. Estava um pouco preocupada porque vejo muito mal, mas de noite então vejo mesmo muito pouco. E não consigo correr de óculos... A adicionar teria de correr com frontal, mais uma novidade para mim, uma vez que não há nenhuma iluminação nas zonas por onde passávamos.

Os primeiros quilómetros foram percorridos em estradas alcatroadas, e depois passamos em estradas florestais. E ai é que a coisa se complicou. Escureceu rapidamente e eu não via um palmo a frente do nariz... A luz do meu frontal era tão forte como uma luz de presença para crianças não iluminando o caminho. Nos primeiros Km ainda fui tendo o caminho iluminado por atletas com frontais de qualidade que tornavam o breu em dia, mas rapidamente todos fugiram de mim e fiquei só eu e a escuridão. Muito a medo lá fui "as apalpadelas" Monsanto fora não fazendo a mínima ideia por onde estava a passar. Tendo em conta a minha tendência para torcidelas de pés e a total ausência de luz optei por seguir muito devagar, mesmos nas descidas, onde gosto de por prego a fundo. Ainda me perdi porque a sinalização numa determinada zona não era grande coisa. De repente e sem contar com isso, uma vez que ainda só tinham passado pouco mais de 8 Km, chego a Rotunda de Pina Manique. Achei estranho uma vez que a prova tinha 19Km. Pensei que talvez tivesse de depois andar as voltas no Parque Eduardo VII... Os últimos Km foram percorridos pela Ciclovia onde não foi mais necessário frontal. Conheço bem a ciclovia uma vez que treino ai com alguma regularidade. Quando piso o inicio da ciclovia apercebo-me da estupidez que foi ter levado as minhas sapatilhas de trail... Agarravam-se ao piso como se fosse cola dificultando a minha progressão nessa ultima parte da prova que seria ideal para compensar o tempo perdido na escuridão de Monsanto. Buhhh. O que reparei também foi que depois da ciclovia que acabava em Campolide não havia qualquer sinalização no Jardim que indicasse por onde ir e dai até ao Parque Eduardo VII a mesma coisa. 

Demorei uma eternidade a fazer esta prova 1:49:46 para fazer 15 Km... Isso mesmo 15 Km em vez de 19 Km. A organização já explicou o sucedido na página do Facebook. Não deixa de ser estranho mas foi justificável. "Por um erro de um elemento da organização, que não reparou que o primeiro classificado da prova de 19km confundido-o com um participante da Maratona , foi dada a indicação para este seguir no percurso da Maratona. Isso causou um atalho de 4km relativamente ao percurso inicialmente proposto.O erro foi detectado de imediato, mais precisamente à passagem do terceiro classificado, porém era necessário tomar uma decisão e optou-se por fazer com que todos os participantes fizessem o mesmo percurso. "

No final tivemos direito a isotónico, agua, uma barra de proteína e um saco com mais uma tshirt e uma medalha. Para além disso tínhamos um verdadeiro banquete a nossa espera: Sandes, croissants, bolos e imperial a descrição. Uma maravilha :)

Nota positiva a esta prova provavelmente a repetir em 2015 quem sabe para nos 42 Km.

Conclusão: tenho de começar a treinar a noite em Monsanto com frontal e já agora comprar um de jeito para me iluminar o caminho tendo em conta o meu numero de dioptrias :)

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Acabaram as férias... para já :)

Pois é... Tudo o que é bom acaba depressa :( E a primeira fase de férias terminou. Sem dramas...

Agora o calor vai começar a apertar e a necessidade de treinos mais intensos também. São necessários treinos de corrida com mais Km, treinos de reforço muscular e também as escadas e rampas. Vamos a isso. A ideia é ir fazendo cada vez mais treinos em Monsanto de preferência com algumas subidas.

Nestes últimos meses tenho tido diversos problemas com o meu relógio GPS Garmin Forerunner 10. Inicialmente foi o problema da bracelete, que se descolou sem razão aparente. Não andei com o relógio em agua (embora aparentemente ele seja a prova de agua e possibilite utilização em piscinas) e não dei nenhuma cacetada com ele pelo que não percebi o que se passava. Nessa altura fiz algumas pesquisas na net e percebi que não era caso único. Muita gente se queixava de que a parte de plástico dura se descolava da parte de plástico mole da bracelete. Resolução de problema tipica de uma "engenheira": dar-lhe com supercola3 :P

E assim foi. Praticamente de 15 em 15 dias tinha de reforçar a dose de Supercola. Até que no Trail de Sesimbra ia ficando sem ele porque se descolou no meio do caminho e caiu do pulso quase sem eu dar conta. Para além de praticamente o ter perdido ainda fiquei sem registo da quase totalidade da prova... Outra coisa que também começou a acontecer foi que o relógio deixou de fazer o registo de altitude, ou seja, não registava o desnível positivo e negativo. Resumindo estas historias já me andavam a tirar do sério pelo que resolvi investir num novo bichinho. Tchan tchan nana... Aqui está ele:

Suunto Ambit2 R
O que é que me fez optar por este relógio? Já que ia ter de investir pensei num relógio que permitisse ter algumas funcionalidades extra e que fosse robusto, sem ter ar que se vai desfazer aos bocados a primeira adversidade :)
Já o experimentei e gostei bastante. É muito leve e bastante funcional para além de permitir importar percursos. Ainda estou a aprender a usa-lo mas com o tempo vai lá.

O próximo passeio vai ser a Lisbon Eco Marathon amanhã. Vamos ver como se porta.